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Fisioterapia
4 de agosto de 2026 · 9 min de leitura

Repasse de Convênio para Fisioterapia: Como Funciona o Enquadramento Crefito 2026

O repasse financeiro de convênios é uma das maiores dor de cabeça para clínicas de fisioterapia. Atrasos, burocracia, erros na guia e dúvidas sobre o enquadramento Crefito geram transtornos para gestores e fisioterapeutas.

Neste guia completo, vamos explicar como funciona o repasse de convênio para fisioterapia, o que é o enquadramento Crefito, como preencher a tabela TUSS e evitar os erros mais comuns que travam o pagamento.

💡 Por que isso importa: Clínicas que dominam o fluxo de repasse conseguem reduzir o prazo de recebimento em até 30 dias e evitar glosas (cortes) indevidas dos convênios.

O Que É Repasse de Convênio?

O repasse de convênio ocorre quando a operadora de saúde paga diretamente a clínica pelos serviços de fisioterapia prestados ao paciente. Diferente do particular (onde o paciente paga), no convênio o fluxo é:

Fluxo do Repasse

1
Clínica emite a guia de atendimento (ODS/TUSS)
2
Convênio autoriza o procedimento
3
Paciente realiza a sessão de fisioterapia
4
Clínica registra a evolução no prontuário
5
Clínica fatura o convênio (Guia de Estorno ou Fatura)
6
Convênio repassa o valor (30-90 dias)

O Que É Enquadramento Crefito?

O Crefito (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) classifica os profissionais em enquadramentos que definem quais procedimentos cada um pode realizar e faturar:

Enquadramento Descrição Procedimentos
Nível 1 Fisioterapeuta geral Procedimentos básicos (eletroterapia, cinesioterapia)
Nível 2 Fisioterapeuta com especialização Procedimentos intermediários + especialidade
Nível 3 Fisioterapeuta com residência/título Procedimentos avançados + procedimentos invasivos
Nível 4 Fisioterapeuta docente/pesquisador Todos os procedimentos + auditoria

⚠️ Importante: O enquadramento Crefito define o valor máximo que o convênio paga. Profissionais com enquadramento mais alto podem faturar procedimentos mais complexos — e com valores maiores.

Tabela TUSS: Códigos para Fisioterapia

A TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é obrigatória para emissão de guias de convênios. Cada procedimento de fisioterapia possui um código específico:

Código TUSS Procedimento Valor Médio (2026)
10101012 Avaliação e reavaliação de fisioterapia R$ 80-120
10101020 Sessão de cinesioterapia R$ 60-90
10101039 Sessão de eletroterapia R$ 50-80
10101047 Sessão de cinesioterapia + eletroterapia R$ 90-130
10101055 Fisioterapia respiratória R$ 100-150
10101063 Fisioterapia motora (neurológica) R$ 110-160

* Valores de referência — variam conforme convênio, região e enquadramento do profissional.

5 Erros Comuns no Repasse de Convênios

1. Guia emitida com código TUSS errado

O erro mais comum. Se o código não corresponde ao procedimento realizado, o convênio glosa (corta) o valor. Sempre confira a tabela TUSS vigente antes de emitir a guia.

2. Falta de documentação complementar

Alguns convênios exigem laudos, relatórios de evolução ou encaminhamento. Sem esses documentos, o repasse é travado. Organize uma checklist por convênio.

3. Atraso no faturamento

Faturar depois de 30 dias do atendimento pode gerar recusa. Configure lembretes automáticos para faturar em até 7 dias após a sessão.

4. Não verificar a autorização

Antes de realizar o atendimento, confirme se a autorização do convênio está válida e se o número de sessões autorizadas não foi excedido.

5. Confundir repasse ao profissional com repasse do convênio

O repasse do convênio vai para a clínica. O repasse ao fisioterapeuta (comissão) é um processo interno, definido no contrato de trabalho ou prestação de serviço.

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Prazos de Repasse por Convênio

Convênio Prazo Médio Observação
Unimed 30-45 dias Varia por regional
Bradesco Saúde 30-40 dias Sistema próprio de faturamento
Amil 35-50 dias Exige documentação completa
SulAmérica 40-60 dias Pode exigir nota fiscal específica
Convênios menores 60-90 dias Maior risco de atraso

Como Melhorar o Fluxo de Repasse

  1. Automatize o faturamento — use software de gestão para gerar guias automaticamente
  2. Mantenha documentação organizada — laudos, relatórios e autorizações em pasta digital
  3. Monitore prazos — dashboard de faturamento para acompanhar pendências
  4. Planeje a caixa — reserve capital para cobrir o período de carência (30-90 dias)
  5. Negocie prazos — clínicas com alto volume podem negociar prazos menores

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Conclusão

O repasse de convênio para fisioterapia é complexo, mas com organização, conhecimento da tabela TUSS e enquadramento Crefito, é possível otimizar o fluxo e reduzir atrasos.

A chave está em: automatizar o faturamento, manter documentação em dia e planejar o fluxo de caixa. Com as ferramentas certas, o repasse deixa de ser um problema e vira uma vantagem competitiva.